
A primeira vez que assisti ao Raíces, morri de inveja. Os caras tinham: diretor, uma iluminação maravilhosa, uma atriz fantástica que falava textos, movimentação de palco, limpeza em cena, roupas passadas, empresário e um clip no Fantástico!!! E como madrinha Mercedes Sosa… Foi demais para meu pequeno coração!
Nos encontramos em várias paradas durante muitos anos e aquelas saliências e reentrâncias foram se aplainando com o tempo. Produzi o primeiro encontro dos ex-arqui-rivais Tarancón e Raíces de América, com grande sucesso de público. As bandas se encontraram depois mais algumas vezes e dividiram palco e camarins sempre num clima de festa e gargalhadas e foram felizes para sempre…
O Raíces tem uma veia roqueira na sua latinidade que me envolve e uma grandiloqüência digna da imensidão da música! Não tem porque ser pequeno podendo ser imenso. É o Raíces: imenso.
ass: Jica
(da dupla Jica y Turcão e músico fundador do Tarancón)
16 de Dezembro de 2007 às 09:36
admin
A equipe do Raíces de América deseja ao maestro e diretor musical Willy Verdaguer um felizx aniversário:
http://www.youtube.com/watch?v=ls-44g4AuYQ
21 de Julho de 2007 às 22:01
admin
Chico Pedro acabou de voltar do Chile, contou como foi sua chegada no aeroporto.
Esta história vale a pena ouvir de viva voz:
relato do Chico
Sinhuê Miguel Diniz
Assessor de Imprensa - Raíces de América
4 de Fevereiro de 2007 às 20:33
admin
Aproveitando as férias do “Raíces de América”, vim aqui para o Chile para rever minha família, de quem estava com saudades.
Quero compartilhar com vocês, amigos queridos, algumas fotos que tirei na casa do poeta Neruda em Isla Negra: http://blog.raicesdeamerica.com/album/casa-de-neruda-em-isla-negra/
A primeira foto é um brinde e um desejo de um feliz 2007.
O barquinho que está no quintal da casa de Neruda tem uma curiosidade, é que, às vezes, quando ele tomava seu Whisky, subia nele e falava que era muito mais seguro se embriagar nese barco que em alto mar.
Aqueles sinos que estão no quintal da casa tem duas histórias…Uma delas é que Neruda os tocava quando passava um barco, e falava que era um cumprimento de capitão para capitão. A outra história é que ele também os tocava sempre que voltava de viagem para avissar aos vizinhos que tinha chegado.
Um abraço.
Chico Pedro
9 de Janeiro de 2007 às 10:25
admin
Meu nome é Sergio, chileno, residente na cidade de Santos desde o ano 1980.
No ano de 1983 o Ráices de América veio Fazer show no teatro municipal da cidade. A partir dessa data conheci o grupo e passei a ser admirador incondicional, fiz amizade com Raíces e passei a acompanhar todos os shows deles.
Tenho recorde de ter assistido 368 apresentações . Aconteceu numa ocasião em 1993 que o grupo faria uma apresentação no Rio de Janeiro. Na data eu me encontrava desempregado.Consegui arrumar dinheiro para passagem Santos-Rio, e cheguei no teatro onde eles se apresentaríam, para surpresa de todos os integrantes que me acolheram com muito carinho.
Até aí tudo bem,mas eu não tinha ninguém no Rio, onde eu iria pernoitar? onde iria me alimentar?
O Raíces me levou até o hotel Glória onde o grupo estava hospedado e, na calada da noite, me colocaram de penetra no quarto que ocupavam Chico Pedro e Tadeu.
Colocamos um edredon no meio das duas camas e dormimos feito anjinhos.
No dia seguinte de manhã não podería ir ao refeitório tomar café, porque não estava registrado na recepção, (é claro), mas, meus amigos pediram o café no quarto e assim consegui me alimentar divinamente junto a eles.
No dia de domingo, retornei a São Paulo, no ônibus contratado pela produção junto com meus queridos amigos.Chegando em São Paulo me compraram a passagem pra retornar à Santos.
Gente, estou relatando tudo isto, por um motivo muito especial. No recente dia 14.10.06 o Raíces de América fez um show no SESC de Santos, e qual não foi a minha surpresa quando no meio do espetáculo fui homenageado publicamente, com o teatro lotado , pela minha fidelidade ao Raíces de América.
Este fato foi uma das maiores emoções que viví nos meus 61 anos de vida.
Guardo um carinho muito grande e gratidão aos meus grandes amigos do Raíces e só posso pedir à Deus que continue iluminado e abençoando a brilhante carreira do RAÍCES DE AMÉRICA.
Sergio H.S.Cuadra
16 de Outubro de 2006 às 21:44
admin
Estava eu estudando, queria ser jornalista e cursava o primeiro ano da faculdade; neste mesmo ano tomei contato com o novo som sul-americano, vinha do Chile, da Argentina, escutei também pela primeira vez um novo som vindo de Cuba chamado “Nueva Trova Cubana”: foi paixão imediata, identificação que se mantém viva até hoje sem nenhuma explicação lógica.
Junto com Jica, Emilio, Alice, Marly, Manolo Cuenca, Darlan Marques e Angel, apoiados por Juan Blanco (hoje produtor cultural de sucesso na Espanha) e o seu Centro Democrático Español (que arrecadava fundos para os presos políticos espanhois na época, já no final da ditadura de Franco), fundamos um Grupo, o Tarancón, onde permaneci durante 9 anos. Construí uma vida profissional intensa e feliz, conheci quase todo este país de encantos reais cantando em língua espanhola e sendo brasileira. Conheci alguns artistas famosos e me desencantei (o que eles tem a dizer está em sua música), conheci diversos anônimos com os quais me encantei (o que eles me disseram estava na amizade).
Quando o Raíces surgiu, eu estava ainda no Tarancón, e na época a minha juventude não me permitiu enxergar que a abertura de um leque maior na divulgação do som latino em terras brasileiras era melhor do que a exclusividade.
A partir da década de 80 retornei à MPB, trabalhando “solo”, e misturando as experiências da minha vivência musical. Lula Barbosa e Vanderlei de Castro compuseram MIRA IRA (para mim!), que foi inscrita no Festival da Globo, e assim que ela classificou, pensamos em como ela seria apresentada: minhas influências latinas, a MPB de Lula e o pop do Placa Luminosa. No que deu? Não sei definir, só sei que é música obrigatória em todos os shows que faço até hoje!
Conheci e vivenciei a música brasileira em suas mais diversas facetas, e embora a minha base de aprendizado tenha sido a MPB de Chico, Edu Lobo, Gil, tenho hoje uma identificação mais forte com a música brasileira das violas caipiras e em contraste, também com a MPB Pop.
Depois de 20 anos de estrada em carreira solo, Willy me ligou no princípio de 2002 me convidando a participar do Raíces, e para minha própria admiração, aceitei de imediato com toda a naturalidade. Estas músicas (as antigas e as novas) trazem mensagens profundas, de grande força poética, e eu estava com saudade!
De qualquer maneira, ao aceitar este convite, não abri mão do que já estava fazendo, como trabalho com música há 30 anos, não tem como não pensar em reunir esta trajetória musical num CD.
O mais curioso, coincidência ou não, minha entrada no grupo aproximou
as duas Bandas (Raíces e Tarancón), o que me deixou orgulhosa.
Agradeço ao Criador da Música por estar em companhia destes companheiros dentro do Raíces que me fazem rir o tempo todo (aliás, com a mesma facilidade choro), e que por outro lado fazem este som com muita competência, acredito na harmonia com que convivemos em
trabalho, e claro, agradeço ao Willy por dar a mim a oportunidade de cantar belas canções em arranjos competentes e sensíveis. Por enquanto
é só!
Míriam Miràh
28 de Agosto de 2006 às 09:57
admin
Trabalhava na Unidade do Sesc Pompéia, quando soube que estavam selecionando cantores para a montagem da ópera Pulomelu – A Criação do Mundo, de Willy Verdaguer e David Kullock. Como tinha anteriormente andado pelo país participando de montagens teatrais, como músico, resolvi participar
das audições.
Assim, de repente estava lá eu, me apresentando para a equipe de produção. Lembro de uma pessoa dizendo: Você canta? Então cante!!! Foi meu primeiro contato com Willy, que me deixou muito impressionado. Mas não consegui a vaga.
Mas fiquei por lá, pelos cantos, observando o trabalho dos ensaios. Observei que por vários dias o violonista não estava comparecendo aos ensaios. Aproveitei a oportunidade, me apresentei como instrumentista, e acabei participando da montagem tocando violão.
Após essa experiência, Willy me convidou para substituí-lo no contrabaixo, nos shows do Raíces de América, quando as datas coincidiam com seus compromissos com o Guilherme Arantes.
Logo após, na temporada do Rent, em que Willy era o diretor musical, fiquei, ao lado do Chico Pedro, responsável por toda a produção do Raíces de América. Agendando shows, marcando ensaio, definindo repertório. Terminada temporada do Rent, Willy retorna ao Raíces de América, e faz o convite para que eu integrasse o Raíces de América, como guitarrista, charanguista, violeiro, violonista, baixista.
E cá estou eu desde então, participando desse grupo. O Raíces de América.
Que viva la música latino americana ! ! ! ! Y todas las otras!!!
André Perine
22 de Junho de 2006 às 13:37
admin
O Chile vivia momentos de democracia, liberdade e paixão pelo triunfo do povo; isto visto de fora era muito reconfortante, para seguir com o ofício das ARTES.
Ao voltar ao Chile, no ano de 1973, após participar do “Festival de Ancon” no Perú, defendendo uma música do Enzo Merino e minha – “Pájaro de Fuego”, conseguindo nos classificar em 3º.lugar. Nesse tempo existia grandes expoentes da música e o folclore latino, entre eles o “Peru Negro”, “”Chabuca Granda”, etc.
No mês de setembro do mesmo ano, o Chile ficou de luto, fechou tudo, parou o país. Foi queimada grande parte da história. Depois desse acontecimento, não havia outra alternativa, a não ser sair do país.
Vim para o Brasil, tocar música folclórica com o “Grupo Chasky”, cujos integrantes eram Guillermo Noriega, Fred Góes, Enzo Merino, Carlitos Demutti e eu. Tocamos muito em São Paulo-capital, que é a cidade onde cheguei e morei por mais de 20 anos. Paralelamente, Enzo, Oscar, Fred e Celsinho Ribeiro formaram o “Grupo Machitún”.
Foi nessa ocasião, que o Sr.Enrique Bergen nos fez o convite, para participarmos da formação do grupo “Raíces de América”. Foi quando conhecemos o saudoso diretor Flávio Rangel, que faria a direção do espetáculo a ser montado. Eu morava com o Enzo na Av. Pompéia e foi aí que ensaiamos durante vários meses, juntamente com Tony Osanah, Willy Verdaguer, Mariana Avena, Julio César Peralta, Fred Góes, Enzo Merino, Celso Ribeiro e Isabel Ribeiro na poesia da América.
O tempo passou e nós aqui ainda. Passaram-se muitas coisas na trajetória do Raíces. Alguns integrantes mudaram-se de cidade e de país, outros nos acompanham desde o começo.
Agradeço todos os dias, por ter tido a sorte de ter chegado à este país maravilhoso, onde tenho muitas raízes profundas, como os caminhos de nossa Cordilleras dos Andes.
Agradeço também, ao Deus Pam por me brindar a oportunidade de seguir tocando com este grupo lindo, de pessoas lindas e fazendo uma música linda.
Cooperando com nosso grão de areia, para uma América Unida.
Oscar Segovia
24 de Abril de 2006 às 18:46
admin
Assim que cheguei em São Paulo, queria conhecer músicos, e para isso percorri a noite paulistana de ponta a ponta.
Nas minhas andanças boêmias, ouvi falar do grupo Tarancón, cujo nome soou familiar aos meus ouvidos, pois no Chile já tocava no rádio. Depois ouvi falar do Raíces de América, sem nunca ter escutado nada deles.
Curioso, quis ouvir sua música e descobri que eram muito conhecidos. Decidi ir num show, mas não consegui entrar, pois estava abarrotado de gente. Pensei comigo: Conhecidos? Que nada. Famosos!!!
O tempo passou e numa segunda tentativa consegui entrar no show, também super lotado. Achei o máximo e fiquei fã.
Um dia em que me eu apresentava numa casa noturna, estava presente um dos integrantes do Raíces: Julio César Peralta Imaginem. Toquei tudo o que sabia é o que não sabia. No final fui conhecê-lo e ele me disse que gostou muito do meu som, que faria tudo para me ajudar.
Fiquei contente pelo elogio, mas não acreditei que ele faria alguma coisa por mim.
Engano meu, pois ficamos amigos e de fato Júlio me apresentou ao Raíces.
Na primeira oportunidade fiz um teste e fui aceito na banda. Minha estréia foi no Teatro Caetano de Campos, na Praça da República, centro de São Paulo. Foi maravilhoso!!!
O resto vocês já conhecem muito bem.
Chico Pedro
10 de Abril de 2006 às 15:43
admin
Uma nota de lembrança a memória de Ariclê Perez, que nos deu o prazer de sua companhia e sua arte no início de nossa história.
Raíces de América
Assessoria de Imprensa
7 de Abril de 2006 às 17:08
admin
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